Humberto Gessinger comemora 30 anos de “A Revolta dos Dândis” com gravação de DVD em Porto Alegre

Parece que foi ontem, parece que chovia…

Dessa vez o lugar escolhido foi Porto Alegre, onde tudo começou para um líder de uma banda gaúcha que deveria durar só uma noite.

Passaram-se trinta anos após o lançamento de “A Revolta dos Dândis”, disco celebrado em um show ao vivo por Humberto Gessinger, no último sábado, 19, no Pepsi On Stage.

Muitos fãs que já estavam na casa de show logo cedo, nunca tiveram a chance de presenciar um show ao vivo deste álbum, como conta Annie Tedesco, de 21 anos, que pela primeira vez, presenciava uma gravação ao vivo. “É uma viagem no tempo sem sair do lugar. Me sinto como se estivesse nos meus 16 anos de novo”, revela a gaúcha da cidade de Santo Antônio da Patrulha/RS.

Para o baiano Alexandre Cordeiro, 30, que viajou horas de Feira de Santana, na Bahia, até Porto Alegre, esta oportunidade representou a união da música de Humberto Gessinger com outros fãs. “O que eu mais gosto é a amizade que criamos com uma galera do país inteiro por causa da música de Gessinger”, destacou.

Voltamos enfim ao início!

Hora do show. Às dez e trinta da noite as luzes projetavam as sombras de Humberto Gessinger, Felipe Rotta e Rafael Bisogno nas cortinas ainda fechadas para que o público delirasse em alto e bom som.

Além das canções que compõem o álbum, atualizadas em novos arranjos, Gessinger convidou Carlos Maltz para cantarem juntos “Filmes de Guerra, Canções de Amor”.

De fato, este encontro foi o momento mais esperado pelos fãs, como ressalta o paulista Luiz Felipe Willy, 38, que já presenciou tantas outras gravações. “Foi algo bem marcante, sem dúvidas. Apesar das voltas que o mundo dá, nós conseguimos sentir a energia que sempre rola quando eles estão juntos”, finaliza Willy, que ainda era criança quando “A Revolta dos Dândis” foi lançado em vinil.

Também não foi diferente a sensação para o jovem Vinicius Dantas, 28, que saiu de Manaus com destino à capital gaúcha para ver de perto o seu ídolo. “É uma experiência única que da qual vou guardar para toda minha vida”.

As coisas mudam de nome mas continuam sendo o que sempre serão…

A noite se estendia e o show continuava com os sucessos da carreira de Humberto Gessinger, como “Faz parte”, “Vida real”, “Pose” e outros hits marcantes.

Não só como Gessinger, mas, sim, o trio demonstrava toda gratidão durante os intervalos entre as músicas, o que fascinou Juliana Fernandes, 36, que saiu da zona sul de São Paulo e atravessou a cidade para chegar em Porto Alegre. “A banda estava entrosada, com uma energia contagiante. Elétricos, em sintonia, eles transmitiam toda a emoção necessária”, ressalta Juliana.

As mais de duas horas e meia de show fizeram com que todos voltassem ao ano de 1987. E a cidade de Porto Alegre foi o espaço dedicado para que este show fosse eternizado na carreira de Humberto Gessinger.

 

Cobertura/texto: Ellen Visitário
Foto: Daniel Scherer
Ellen Visitário
Graduanda no curso de jornalismo, apaixonada por música, café e literatura. E atua como redatora do blog Rock 80 Brasil desde agosto de 2012.

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