Cobertura: Lobão e Vespas Mandarinas se esbarram no mesmo palco do Cine Joia, em São Paulo

No dia 21 de junho, sábado, a casa de show mais aconchegante do Centro de São Paulo, Cine Joia, recebia o temático e lendário Lobão e a banda paulista Vespas Mandarinas, que dividiam o mesmo palco.
E é claro que a correspondente do blog Rock 80 Brasil, Ellen Visitário, passou por lá e conferiu o que a noite prometia.
Um pouco mais das 23h00 subiam ao palco Thadeu Meneghini (vocal e guitarra), Chuck Hipolitho (vocal e guitarra), André Dea (bateria) e Flávio Guarnieri (contra-baixo) recepcionando um público ainda tímido, porém, atencioso, e emplacando com as canções “O Inimigo”, “Rir no Final”, “Cobra de Vidro” e “O Vício e o Verso”. Percebia que o público tímido não era tão mais tímido assim, pois a banda nascida em 2009 garantiu a noite mesclando as canções de seu primeiro álbum “Da Doo Ron Ron”, lançado, independente, no ano de 2010.
A noite fria de São Paulo começava a se esquentar com as Vespas Mandarinas no palco, que ainda embalaram o show com “O Amor e o Acaso”, “Santa Sampa” e “Que Esse Dia Seja Meu”. E o quarteto viajou no tempo e trouxe à tona uma inspiração: tocaram “A Prova”, composição feita por Arnaldo Antunes.
Já não existia mais frio e sim, um coro feito por fãs que contemplavam os caras no palco. O show eufórico e com riffs de guitarra seguiu com as músicas do último disco lançado pelos caras, o “Animal Racional” (2013) e conduziam o show com “Distraídos Venceremos”, “O Herói Devolvido”, a inabalável “Não Sei o Que Fazer Comigo” e “Um Homem Sem Qualidades”.
E fecharam a noite dando um pulo no túnel do tempo, saindo de São Paulo e parando em Porto Alegre, a banda encerrou o show com “Toda Forma de Poder” hit consagrado dos Engenheiros do Hawaii. 
Vespas Mandarinas saíram do palco sobrevoando com o seu recado bem dado e com rock de qualidade.
Mas a noite não acabou! Ao som de Jazz a produção corria contra o tempo para montar o cenário com instrumentos, tapetes e pedestais, afinal, seria a vez do Lobão (o tal do Lobo mal) dar o seu show à parte.
Tudo pronto! Bem posicionados, e além da taça de vinho, Lobão, que dominava o vocal e as guitarras, estava acompanhado com o Dudinha Lima (baixo e vocal) e Armando Cardoso (bateria).
O Power Trio do rock iniciou o show com “Balada do Inimigo”, “Baby Lonest”, “Canos Silenciosos” e “Decadenc Avec Elegance”. 
Era evidente que o público se encontrava nostálgico num show tão elétrico. Conversador e sarcástico, Lobão entusiasmava a galera jovem e da velha guarda com músicas que marcaram a sua trajetória, as tais “Sozinha Minha”, “Bambino/Bambina”, “Abalado” e “El Desdichado II”.
Com certas insinuações (das melhores, aliás) às declarações amorosas, Lobão demonstrou que não era tão mal assim, afinal, ele alegava ser um “amor de pessoa” cantando as seguintes melodias “Mais Uma Vez”, “A Vida é Doce”, “Sexy Sua”, “Vou te Levar” e “Noite & Dia”.
Fãs que acompanhavam a carreira do Lobão antes, durante e agora com esta nova formação, cantaram junto e num bom volume um dos hits que consagrou a cena da música,  “Me Chama”.
A euforia de ambos fez com que as próximas canções “Samba na Caixa Preta”, “Vida Louca, Vida”, “Vida Bandida” e “Blá Blá Blá” não ficassem a desejar.
E se você acha que o show parou por aí… Está enganado, meu caro leitor! Lobão deu um show à parte na hora do bis e retornou ao palco com a língua afiada em “Mal Nenhum”, “Essa Noite Não” e “Corações Psicodélicos”.
As bandas, independente de gerações, demonstravam que ali o velho e novo rock jamais estaria adormecido. Afinal, a noite no Cine Joia era só uma criança. E criança, naquela ocasião, não precisaria dormir mais cedo.

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Cobertura: Ellen Visitário

Rock 80 Brasil
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