RockEstória – Sem pai, nem mãe

Dizem que nossos roqueiros dos anos 80 foram (são) poetas. Se a turma da MPB das décadas de 60 e 70 prezavam pela poética, denúncia social e mais um bocado de coisa, a turma de 80 não deixou a desejar. Eles falaram de política, de amor, de sentimentos, de aflições etc, por isso são lembrados até hoje. Porém, às vezes o que falam pode não ser exatamente aquilo que falou ou o que quis falar… deu pra entender?

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, foi daquelas mães super protetoras e fã. Isso mesmo. Assim que Cazuza entrou no Barão Vermelho e o grupo passou a se apresentar, lá estava Dona Lucinha entre os fãs vendo a performance do filho. Cazuza não gostava, então o jeito foi ficar escondida para que o filho não a visse.
E lá estava o Barão Vermelho no ano de 1984 lançando o seu terceiro disco, o “Maior Abandonado”, o último com Cazuza na banda. Lucinha, mais uma vez estava assistindo ao show, como ela mesmo conta na biografia de Cazuza. Ao lado dela no show, Caetano Veloso (que sempre que possível estava nos shows do Barão – foi ele quem disse que Cazuza era um dos maiores poetas naquela nova geração). Ao iniciar os primeiros versos de “Maior Abandonado”, composição de Cazuza e Frejat, Lucinha ficou chateada. Os versos iniciais diziam “Eu tô perdido, sem pai nem mãe, bem na porta da sua casa”. Lucinha, aflita, olhou para Caetano e quis se justificar dizendo que Cazuza tinha sim pai e mãe. Caetano achou graça e explicou que os versos nada mais eram que metáfora, de dizer outra coisa e que, claro que Cazuza sabia que tinha pai e mãe.

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