RockDisco – As Aventuras da Blitz

A história do Rock 80 Brasil começou antes dos anos 80. Mas a ascensão do BRock na década de 80 tem como um dos marcos a banda Blitz com a música “Você não soube me amar”, que além de um compacto também está no álbum “As aventuras da Blitz”, de 1982. E é com este disco que que inauguramos mais uma seção do blog Rock 80 Brasil. Toda semana teremos um álbum que marcou a trajetória dos nossos artistas do BRock. Além de saber um pouco mais sobre o disco, você poderá ouvir as músicas enquanto navega pelo blog. Isso que chamamos de unir o útil ao agradável.
A Blitz é uma banda carioca formada em 1980. Teve em sua formação original Evandro Mesquita, guitarra e voz; Fernanda Abreu, backing vocal; Marcia Bulcão, backing vocal; Ricardo Barreto, guitarra; Antônio Pedro Fortuna, baixo; William “Billy” Forghieri, teclados; e Lobão, na bateria, que depois foi substituído por Juba. Misturando rock e teatro, a banda lançou seu primeiro compacto em 1982, o “Você Não Soube Me Amar”, que estourou no Brasil inteiro e mostrou que o rock Brasil estava chegando com tudo. 
No mesmo ano o grupo entrou em estúdio para gravar seu primeiro LP, intitulado “As aventuras da Blitz”, pela EMI-Odeon. No site da Blitzmania o tecladista Billy conta como foi a gravação:
“A gente já tinha passado na mão de vários produtores na época: Guto Graça Mello, Nelson Motta, Liminha… Mas nenhum topou trabalhar com a banda. Aí um cara da rádio Cidade, junto com o Mariozinho Rocha, resolveu apostar. Gravamos uma “demo” na marra mesmo, sem teclados e coisa e tal, no estúdio Transamérica. O pessoal da EMI/Odeon curtiu a gravação e resolveu assinar com a BLITZ ! O compacto de Você Não Soube me Amar arrebentou, vendeu quase 1 milhão de cópias no comecinho de 82 ! E o LP, As Aventuras da BLITZ, umas 500 mil alguns meses depois… Em julho a gente já tinha estourado ! Na época da gravação a BLITZ já fazia shows, tava bem entrosada… Por isso foi tranqüilo entrar no estúdio e mandar tudo rapidinho, numa tacada só, nos 16 canais disponíveis naquele tempo !. Os ensaios rolavam no apê do Lobão mesmo… Aliás, a idéia do nome da banda foi dele, no finalzinho de 81. Eu morava com o cara, estava trabalhando no Cena de Cinema com ele quando comecei, por acaso, a levar um som com o Evandro, Antônio Pedro, Ricardo Barreto e as minas (Márcia e Fernanda Abreu). Tinha também o Sussekind (Marcelo, ex – Erva Doce e atual produtor musical) que vivia com a gente: ele montava o som, tocava guitarra nos shows… Uma vez o Lobão passou mal e o cara acabou na bateria (risos) ! A mixagem do Aventuras, comparando com discos atuais, é uma porcaria ! Naquele tempo se pensava em mono, a voz ficava na cara e os instrumentos numa ‘massaroca’ danada no fundo, embolados pra cacete ! De vez em quando pintava uma guitarrinha aqui e ali… Mas as músicas eram muito boas, ao vivo era outro papo. Viajávamos com equipamento próprio: palco, P.A., luz e cenários do Gringo Cardia, que tava começando junto com a gente. Mas no estúdio só fomos melhorar no segundo disco (Radioatividade), quando gravamos com 24 canais e o Liminha finalmente produziu.”

* É isso. Conheça as músicas do disco, mas não faça pirataria, compre o CD original!
Fabricio Mazocco

Fabricio Mazocco é jornalista, doutor em Ciência Política, professor universitário, fã de rock e criador do blog Rock 80 Brasil.

https://www.facebook.com/fabricio.mazocco

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