Somos os filhos da revolução

Geração X, Y, Z Coca-Cola. Eles estão nas ruas e estão mostrando que o gigante não está mais adormecido. Os jovens, adultos, senhores, sonhoras despertaram de um sono profundo que vivia o Brasil. Mas os problemas não são novos; ao contrário: os problemas não mudaram de décadas atrás.
O blog Rock 80 Brasil recebeu várias mensagens perguntando o que Renato Russo falaria do movimento se estivesse vivo. Nunca teremos a resposta, mas podemos contextualizar o assunto.
Renato Russo, assim como os roqueiros do nosso Rock 80 Brasil, tiveram sua adolescência marcada pelo regime militar. Nesta época respiravam a ditadura e, mesmo adolescentes caminhando para a juventude, sabiam que o Brasil precisava de liberdade de expressão. 
No início da década de 80, inspirado pelo movimento punk, Renato Russo reuniu alguns amigos e montou o Aborto Elétrico (lá estavam os irmãos Lemos). A música “Geração Coca-Cola” fez parte do repertório da banda, que não chegou a gravar nenhum disco mas que “gerou” duas bandas do Rock 80 Brasil: a Legião Urbana e a Capiatal Inicial.
Naquela época, o Brasil vivia um momento de crise econômica, vozes abafadas e uma economia pautada na importação (tudo que vinha de fora era bom e deveria ser consumido). Renato protestava contra esse consumismo alertando para uma revolução por parte dos jovens.
Outra música criada neste mesmo período, mas que fora gravada somente em 1987, no terceiro álbum da Legião, foi a “Que País é Este?”. “Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da Nação”. Detalhe: o Brasil viria a ter sua atual Constituição somente em 1988.
Tantas outras letras de Renato Russo falaram de um Brasil com problemas, mas normalmente passível de uam solução por meio do levante dos jovens. Talvez ele esteja em algum lugar dizendo: “É isso aí, somos o futuro da nação!”.
 
 

Rock 80 Brasil

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