Titãs – 30 anos em uma noite

A noite de sábado ficou marcada na história do rock nacional. Os Titãs subiram no palco das Américas, em São Paulo, e mostraram o porque de ainda serem considerados uma das melhores bandas do rock Brasil. O show foi uma comemoração dos 30 anos da banda. Foi em outubro de 1982 que a banda, que chamava Titãs do Iê Iê e com nove integrantes, subiu no palco do Sesc Pompeia e lá começou toda a história.

O show de sábado foi dividido em dois momentos. No primeiro a banda com a formação atual tocou vários clássicos. Lá estavam Paulo Miklos (guitarra e vocal), Tony Bellotto (guitarra), Branco Mello (baixo e vocal) e Sérgio Britto (teclado e vocal), acompanhados do baterista Mario Fabre (Charles Gavin deixou a banda em 2010).
O show, que foi transmitido ao vivo pelo Multishow, começou com a clássica “Diversão”, afinal, “A vida até aprece uma festa” e aquele era dia de festa. Depois “AA-UU” e “Nem sempre”. O cover da noite foi “Aluga-se”, do grande Raul Seixas e que está no disco “As 10 mais”. Depois vieram “Televisão”, “Tô cansado” e “Pra dizer Adeus”. Com “Epitáfio”, Sérgio Britto dedicou o show ao guitarrista Marcelo Fromer, morto em 2001. Depois “Go Back”, “A melhor banda de todos os tempos da última semana” e “Amor por dinheiro”. Em “Vossa excelência” Miklos lembrou que no dia seguinte era o momento de votar. Para encerrar esta parte “Bichos escrotos”. 
Pausa e agora sim os Titãs + Chales Gavin, Nando Reis e Arnaldo Antunes no palco. Público delira. São 30 anos de música e amizade num mesmo palco. Tudo começa com “Comida”. Depois uma sequência de músicas que estão no clássico “Cabeça Dinossauro”: “Família”, “Igreja”, “Polícia”, “Estado violência” e “Cabeça Dinossauro”. Arnaldo relembra “O pulso” e “Lugar nenhum”. Depois “Marvin” e “Flores”. Pausa e os Titãs volta para o bis “Homem primata” e “Sonífera ilha”. Os Titãs saem de novo do palco e a empolgação e alegria da noite dão direito a mais um bis que não estava programado: “Porrada” e “Bichos escrotos”. Fim de festa. No final, aquele abraço coletivo característico dos finais de show dos Titãs.
Os Titãs, junto a outras bandas, estão na história do nosso rock Brasil. O reencontro da banda com ex-integrantes mostrou que a amizade e a música estão acima de qualquer desavença. O reencontro foi apenas por uma noite (com a possibilidade de mais um show no Rio de Janeiro), mas que valerá pela vida inteira. Valeu Titãs!

Fabricio Mazocco

Fabricio Mazocco é jornalista, doutor em Ciência Política, professor universitário, fã de rock e criador do blog Rock 80 Brasil.

https://www.facebook.com/fabricio.mazocco

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